O recurso foi finalmente pautado para julgamento. A corrida de
obstáculos havia durado meses e incluído
audiências mais concorridas que ingressos do Rock in Rio,
horas de "chá de cadeira" para pensar na vida e
fazer "networking" com os colegas na antessala,
distribuição de memoriais e pareceres que tinham boa
chance de virar papel de rascunho antes mesmo de serem lidos.
Chegamos cedo. Como o recurso não comportava
sustentação oral e estava em lista, pedimos
preferência, destaque e nos preparamos para eventual
intervenção. Após saudações
longas e formais ao novo integrante do colegiado, algumas
sustentações orais lidas da tribuna, debates
intermináveis sobre o direito de voto do novo componente,
nada de nosso caso ser apregoado. Quando a sala de sessões
já estava se esvaziando, o caso foi chamado. Ouvimos apenas
a voz do Presidente: "Agravo na Apelação um
milhão cento e noventa e nove de 2001. A Turma, por
unanimidade, negou provimento ao recurso".