O governo de Jair Bolsonaro estuda acelerar e simplificar o
licenciamento ambiental a partir do ano que vem. Entre as
mudanças, está previsto um licenciamento
automático para o agronegócio, segundo o futuro
presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim. Ele disse ao Estado, em
sua primeira entrevista após ser escolhido para o cargo, que
vai revisar toda a regulação ambiental porque o
processo ainda é "precário e
artesanal".
A ideia é que o produtor rural tenha acesso a um sistema
eletrônico pelo qual possa emitir sua própria
licença ambiental. Segundo Bim, essa será uma das
primeiras mudanças. "Se você vai fazer uma
cultura de plantação em uma fazenda, por exemplo,
já é obrigado a ter seu cadastro ambiental rural
(CAR) regularizado, sua área de supressão e sua
reserva legal já delimitadas", disse.
"Então, não precisa ter um licenciamento
complexo, como se fosse uma hidrelétrica."