Criado com a reforma trabalhista com a promessa de formalizar o
trabalhador sem jornada fixa, o contrato intermitente ainda
decepciona. No acumulado deste ano, o saldo de vagas de emprego
desse tipo – a diferença entre os postos que foram
abertos e fechados – representa 5% do total de postos entre
janeiro e julho, segundo o Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.
O Caged de julho aponta que o saldo de vagas era de 47,3 mil
para todos os tipos de contratação, mas apenas 3,4
mil deles eram contratos intermitentes. O intermitente surgiu com a
reforma trabalhista, em novembro, como uma maneira de formalizar
quem trabalha sob demanda. Esse empregado é chamado para
prestar serviços de tempos em tempos, sendo convocado pela
empresa para trabalhar com até três dias de
antecedência e recebendo por hora trabalhada. É
diferente do trabalhador temporário, contratado por
até 180 dias e que são prorrogáveis por mais
90.