Para alguns, é o futuro do sistema financeiro — e
mudará a forma como encaramos o dinheiro. Para outros,
é uma moda passageira e, pior, uma bolha que pode estourar a
qualquer momento. Estamos falando do bitcoin, uma criptomoeda
desenvolvida em 2008 com a proposta de oferecer privacidade e
segurança, além de dispensar intermediários
nas transações, como bancos e governos.
Com um início tímido, a moeda virtual, criada por
meio do mecanismo de blockchain (veja quadro), tem chamado a
atenção por sua valorização. O uso da
tecnologia das criptomoedas também vem se expandindo. A
previsão, de acordo com a empresa de pesquisa IDC, é
que os gastos globais com blockchain cheguem a 9,2 bilhões
de dólares em 2021, ante 945 milhões em 2017. No
Brasil, os números também impressionam.
"Só no último mês de 2017 foram negociados
2,5 bilhões de reais em nossa plataforma", diz Luiz
Roberto Calado, economista da MercadoBitcoin, empresa brasileira de
negociação de bitcoins.