Diferentemente do que sugere o título, esse artigo
não fará uma previsão sobre o comportamento da
indústria e do consumo do gás natural no Brasil;
também não fará uma exortação
para que o gás ocupe uma melhor posição na
matriz energética nacional. Ele apresentará
razões pelas quais não é possível fazer
essa previsão e essa exortação. Um
título menos ambíguo, mas muito longo seria: a
indústria do gás deve amadurecer regulatória e
institucionalmente para poder, de fato, crescer.
O amadurecimento deveria começar já
noupstream, pois a atual orientação é
de tratar o gás como uma fonte de energia infantil e
dependente. Está na hora "repensar a
relação" entre gás e petróleo.
Embora uma separação de regimes dos dois
hidrocarbonetos seja complexa, ou inexequível, não
é desarrazoado inverter a lógica atual de vassalagem
do gás em relação ao petróleo. Em
certas hipóteses – p.ex., pesquisaonshoreem
áreas onde se presume encontrar maiores quantidades de
gás do que de